domingo, 5 de junho de 2011

A necessidade de um Crescimento Económico e Social Sustentável

A poucos instantes de se saber os resultados eleitorais de uma das mais importantes eleições legislativas de sempre, não quero deixar de realçar os feitos de habitantes portugueses que em consequência do seu talento difundem o nome de Portugal, dando a entender o optimismo de acreditar que quando Deus quer, o Homem, Sonha e o Obra nasce.

Começo com Souto Moura que ganhou há um dias um dos galardões mais importante da Arquictetura o Prémio Pritzker, passo pela literatura onde o jovem escritor Gonçalo Miguel Tavares que continua a divulgar pelos 4 cantos do Mundo a qualidade da literatura portuguesa e termino no desporto onde as equipas portuguesas e a Selecção Nacional de Futebol ergueram bem alto o nome de Portugal na Europa e no Mundo, fazendo-nos crer que será possível com esforço e dedicação reerguer o nosso país da situação difícil que se encontra.

Deixo aqui o desejo de que a escolha que for feita, conduza Portugal por um caminho onde tendo em conta as dificuldades sentidas, se acredite no potencial dos portugueses e se lute em favor do interesse nacional



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desculpem lá....

...bater no ceguinho mas a coisa é sinistra e é bom que pensemos no que se passa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Dia da Criança

Dia 1 de Junho dia da Criança.

Numa fase em que se fala tanto dos problemas económicos, onde existe um  avolumar da riqueza de alguns, mas também das diferenças sociais e económicos de outros, é preciso ter em conta as crianças, as principais vítimas dos  erros cometidos pelos adultos.
Neste dia relembremos à humanidade o crescente número de crianças que passam fome, que não têm acesso a água potável, à educação, ou simplesmente ao afecto de alguém que se identifique como pai ou mãe.

Citando Cristovam Buarque “Internacionalizemos as crianças, tratando todas elas independentemente do lugar onde nasçam como património que merece o cuidado do mundo inteiro. Quando os nossos governantes tratarem todas as crianças do Mundo como património, não irão deixar que elas trabalhem quando deveriam estudar, e que morram quando deveriam viver”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vasos comunicantes



E daqui a um ano, será com o Galo de Barcelos?



sábado, 28 de maio de 2011

Olhar o Alentejo II

Olhar um espaço poder compartilha-lo sentir a sua gente e um carinho por ele. Nestes (longos) meses compartilhei um espaço físico duro onde as temperaturas variam muito ao longo do ano. Ao longo do tempo aprendi a conhecer melhor as gentes, integrar-me no espaço, conhecendo-o interagindo conseguindo desta forma ultrapassar mais facilmente os obstáculos que se me depararam.

Quando olhamos o Alentejo observamos uma paisagem monótona mas encantadoramente bela onde perfazem montes salpicados por oliveiras, sobreiros e vinhas, vislumbram-se espaços amaralecidos pelo calor do Verão onde se extraem os cereais que dão cor à paisagem. Os fardos de palha encubados ou enrolados em cilindros alimentam o gado que livremente circula em espaços que já consideram seu. 

Falta gente nesta terra, sendo que a existente em consequência da idade se abstraiu de fazer planos a longo prazo. É cada vez mais urgente promover o desenvolvimento humano em detrimento do económico para que pessoas que trabalharam uma vida inteira sintam conforto e felicidade nos últimos anos das suas vidas.   

Olhar o Alentejo
















1-Saída de Bemposta(Odemira).
 O passear descontraído
de um transeunte....










                                                                                    
                                                                                     




 2. Algures entre Odemira e Ourique, uma estrada linda, onde a serra separa a costa vicentina da   peneplanície alentejana. Entristece o abando das casas, no entanto é o sinal dos tempos


















3- Peneplanície Alentejano. Estrada que vai de Castro
Verde para Mértola. O gado pasta livremente, à guarda
de um pastor que o vigia ao longe.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Does anyone cares?

Não surpreende, mas é sempre uma agressão ser confrontado com mais uma evidência incontornável da degradação do ensino levada a cabo por todas as estruturas do ME, desde gabinetes a escolas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Faz Favor...

... alguém me poderá explicar porque razão transcendente (ou imanente) é que os corifeus da «boa governança», nomeadamente os media, continuam a tratar o líder do BE como um irresponsável louco desprovido de ciência económica e de sentido institucional, particularmente quando fala de reestruturação de dívida? Como é possível que os jornalistas-entrevistadores-moderadores de debates venham sempre com o argumento estafado de que reestruturar é loucura, mimetizando os argumentos dos incumbentes políticos e do estabelecimento financeiro?

Como reagiriam, afinal, esses juízes do politicamente aceitável se a questão da reestruturação fosse assunto amplamente debatido em outros fora? Porque é que não se diz claramente que o tema já é admitido em esferas europeias? Onde, portanto, a loucura de Louçã e a responsabilidade inamovível dos auto-proclamados partidos do «arco governativo»?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Etnopolitik

Que o preconceito é danado de extirpar como qualquer irritante erva daninha, já se sabe. Que venha da Alemanha, enfim, também não surpreende (embora dizer isto assim também seja uma generalização abusiva, pois claro). Pior é que venha da Chanceler de um país que passou pelo trauma existencial do nazismo e que levou, por exemplo, Gunter Grass à redacção de «Escrever Depois de Auschwitz». E nem o facto de a barbaridade da insinuação de que os PIGS, esses sulistas malandros dados à corrupção ociosa dos climas meridionais que pouco trabalham e mutito preguiçam em pândegas improdutivas, se ter dado num reles comício partidário para mostrar à linha dura dos grunhos que quem manda é a Alemanha, diliu responsabilidades. Pelo contrário, é a cedência fácil à demagogia, à ignorância e a uma visão sucidária da Europa e do papel que a Alemanha aí deve ter.

Merkel já nasceu depois do IIIº Reich e parece ter-se «emancipado» da culpa, assumindo essa bacoquismo laudatório do «politicamente incorrecto» e da política grossa com laivos de preconceito étnico.

Felizmente, a coisa foi criticada até na Alemanha. E por cá também. E de forma informada.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Divergências

Em época pré eleitoral sinto que o nosso país está cada vez mais ingovernável. É preciso mudar de rumo, no entanto sinto demasiada demagogia e vontade de se manter no poder por parte do PS e falta de capacidade política por parte do PSD. No meio disto está o CDS que está a ver com quem se vai coligar no dia 5 de Junho.
O Zé Povinho irá como sempre sofrer as consequências sociais e económicas da falta de uma liderança forte. Enfim o nosso país actual!!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Where to?

Por razões futebolísticas e outras, mais patrióticas, parece-me um som apropriado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Rei morreu, viva o Rei

Parece que conseguiram liquidar Bin Laden. Mudará alguma coisa? Julgo que não. Não só a sua organização deu origem a uma espécie de franchising para exportação ideológica como não faltarão candidatos a «mártires».

domingo, 1 de maio de 2011

Colaborador o tanas!

Hoje é o dia do trabalhador. A semântica dissimulada e furtiva do neo-liberalismo fala-nos em colaboradores, procurando actualizar pelos padrões do século XIX os direitos dos trabalhadores e esbater noções tão civilizacionalmente importantes como a organização laboral (recibos verdes, precariedade permanente, contrato individual de trabalho, etc). Trabalhadores, sempre!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Baú de Memórias




Em que ano foi isto?








A sério?!?

Novamente, estas coisas parecem mais credíveis quando têm origem alienígena. Ditas nestas paragens meridionais, seriam apodadas (até por alguns de nós mais dados ao moralismo económico) de alucinações de sulistas preguiçosos e mal-agradecidos.

Algo inesperado

Não esperava ouvir Ricardo Reis a sair-se com isto, mas olha... ainda bem que o diz... ou a coisa apertará tanto que até os mais convictos anarcocapitalistas ficam apreensivos?

sábado, 23 de abril de 2011

Lei da Separação I

A Lei da Separação da igreja do estado, veio trazer um progressivo afastamento popular da religião católica, que suponho reprimia caso enveredassem por outros ideais religiosos. Épocas de ditadura e repressão reflectidas na obrigatoriedade de seguir os dogmas do governo e da Igreja. 

Ao falar com os antigos como os nossos avós, ou conhecidos com alguma idade abordam-nos dizendo das dificuldades sentidas no inicio do século XX onde havia um total desconhecimento do que acorria, à sua volta. Havia grande percentagens de iliteracia e as pessoas desconheciam por completo maneiras de poderem sair da situação de miséria que viviam.Havia um conformismo, pois também não havia forma de dar a volta a situação.

O livro de Luís Filipe Torgal, o Sol Bailou à Meia Noite, fala precisamente sobre a influência que a religião exercia sobre a população, e a relação da situação de pobreza sentida pelas populações com a necessidade de terem alguma crença que as faça sair da situação difícil que atravessavam.

A Mudança de mentalidade ocorre progressivamente há medida que se observa o contacto com outras culturas e religiões e acima de tudo com o aumento da alfabetização da população.

Em situações de crise há uma consequente tendência para que as pessoas sintam a necessidade de acreditar em algo que lhes dê esperança. Actualmente com a crise económica volta-se um pouco a esta situação, no entanto como é óbvio num contexto social e económico muito diferente do ocorrido no início do século XX .

O Dia da Terra

22 de Abril, o dia Terra. Ontem (22 de Abril) o Público apresentou um suplemento onde alertou para a necessidade de sabermos perservar o nosso planeta Terra.

É importante que saibamos lidar melhor com os recursos, não promovendo uma exploração exagerada,  colocando em causa a subsistência das gerações vindouras.

É essencial termos em conta as desigualdades demográficas para que num futuro próximo a população mundial não continue a crescer desmesuradamente, aumentando desta forma a fome, a pobreza, os fluxos migratórios e a insegurança.

Fica aqui uma achega a futuros posts que pretendo fazer no âmbito desta temática.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lei da Separação

Não são exageradas as milhares de linhas dedicadas à Lei de Separação do Estado das Igrejas de 1911. É a lei que encima todo o edifício anticlerical e laicista da Primeira República. Terá sido a lei mais aguardada porque referente a temas sempre presentes no ideário e propaganda republicana e terá sido a lei mais atacada porque desagradou gravemente à Igreja Católica, religião de Estado na Monarquia Constitucional, e aos sectores mais moderados do republicanismo.



Mais do que laicidade significou laicismo, ou seja, uma militância/propaganda activa de imposição de um modelo laico. Destacou-se, portanto, pela sua conflitualidade, radicalismo, carácter totalizante (que não totalitário como muitos insinuam), e dimensão persecutória.



Mais do que ser um instrumento criador de uma separação funcional entre Estado e Igreja (a laicidade moderadamente entendida), a Lei de Separação seria a lança que poderia, como disse Afonso Costa (há uma polémica historiográfica sobre este particular) acabar com o catolicismo em duas gerações. Ou seja, mais do que estabelecer uma higiénica separação entre o Estado e a igreja católica (e restantes confissões) como condição de possibilidade do aprofundamento democrático (um dos escopos do republicanismo) que a liberdade e a igualdade religiosas poderiam robustecer, pretendia-se, isso sim, extirpar a influência da religião católica (excessiva e abusadora da posição dominante por certo) e substituir o culto religioso pelo culto da pátria, ou seja, o enaltecimento dos valores cívicos patrióticos ao jeito de uma religião civil. É por isso que são simplistas e redutoras as interpretações que assacam ao jacobinismo (inegável) de Afonso Costa e outros a lei de 20 mde Abril e todas as outras leis laicizadoras com destaque para a criação do Registo Civil e abolição do juramento religioso.



Apesar de todos os erros que possam ser atribuídos a esta lei, a verdade é que o património da laicidade, tal como disse o Tiago, encerra potenciais imensos de cidadania democrática emancipada de preconceitos legitimadores de privilégios (da Igreja Católica ou outra qualquer religião dominante) injustificáveis num Estado democrático e numa sociedade livre.



Creio que o legado da laicidade mantém toda a sua actualidade e interesse em se renovar num tempo em que, ao abrigo cínico dos Direitos Humanos, se reclama o direito à diferença cultural que, no limite, pode, por exemplo, permitir a paridade das diversas leis de Deus à lei dos Homens. Sim refiro-me ao vírus do comunitarismo que em Paris e em Londres (e não só) ameaça a dignidade de todos, a liberdade individual e a igualdade de géneros.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

100 anos

Faz hoje um século que foi publicada a Lei de Separação. Esperada, jacobina, radical, laicista, aclamada, odiada, excessiva mas que trouxe o princípio da laicidade.

Amanhã, de novo, sobre o mesmo assunto.