Olhar um espaço poder compartilha-lo sentir a sua gente e um carinho por ele. Nestes (longos) meses compartilhei um espaço físico duro onde as temperaturas variam muito ao longo do ano. Ao longo do tempo aprendi a conhecer melhor as gentes, integrar-me no espaço, conhecendo-o interagindo conseguindo desta forma ultrapassar mais facilmente os obstáculos que se me depararam.
Quando olhamos o Alentejo observamos uma paisagem monótona mas encantadoramente bela onde perfazem montes salpicados por oliveiras, sobreiros e vinhas, vislumbram-se espaços amaralecidos pelo calor do Verão onde se extraem os cereais que dão cor à paisagem. Os fardos de palha encubados ou enrolados em cilindros alimentam o gado que livremente circula em espaços que já consideram seu.
Falta gente nesta terra, sendo que a existente em consequência da idade se abstraiu de fazer planos a longo prazo. É cada vez mais urgente promover o desenvolvimento humano em detrimento do económico para que pessoas que trabalharam uma vida inteira sintam conforto e felicidade nos últimos anos das suas vidas.
