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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Arranja-me um emprego

Apercebo-me com apreensão toda esta situação vivida no meu país, verificando com cada vez mais clareza o poder transparecido por uma maioria absoluta que privilegia as zonas francas, demonstrando-se com cada vez mais clareza e sem pejo, a implementação do clientelismo e da designada cunha em todos os parâmetros da vida social e profissional.

As medidas restringem cada vez mais os direitos sociais são cada vez mais evidentes assim  como a dificuldade de arranjar um emprego. Apetece-me dizer tal como o Sérgio Godinho "Arranja-me um emprego".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um Homem!

Hoje fui à ADDECO, uma empresa de recursos humanos que aloca mão-de-obra temporária em diverso tipo de empresas. Assim o obriga a necessidade do desemprego e das angústias e tempestades mentais que daí resultam.



Ia entretido com as minhas caóticas deambulações mentais entre os turistas que se cruzam com Braga, quando ouvi «...O que faz falta é um General para foder esta merda toda». «Sim, com esta democracia...». Olhei meio surpreendido e eram dois senhores na casa dos 60 os autores desta verborreia trauliteira. Dei por mim a dar uma aula de história a mim mesmo (já que a não posso dar a mais ninguém): estamos em Braga, não longe da Praça onde ainda(!) está uma monumental estátua de Gomes da Costa, precisamente um General, que, nos tempos da República, «fodeu esta merda toda» e abriu a porta ao Estado Novo.



Quanto à oportunidade das interjeições dos senhores, continuei no meu ocioso exercício mental: há o desencanto; há a crise; há a alternância sem alternativa; há um discurso oco e afectado sobre as inevitabilidades que esmagam os de sempre, enfim, um legítimo clima para o protesto e que, quando a sociedade civil é fraca, a população politicamente desalinhada e com visões distorcidas sobre os direitos e deveres da liberdade e democracia, assume estas formas aberrantes e doentias. Daí que pessoas como os senhores referidos cedam, como marinheiros à deriva, aos cânticos da sereia do caudilhismo, resposta sempre fácil, demagógica e falsa para os problemas. Na verdade, estes condottieri tão desejados (um messianismo caudilhista, sem dúvida) não passam de um agudo sintoma da doença de que se pretendem profilaxia.



O que me levou de novo à Primeira República: o General Gomes da Costa e companhia (o tal que se apresentou com outros generais e aspirantes a sê-lo) a redentores da pátria esventrada por políticos, numa coisa cumpriram: no «foder esta merda toda».



Chegados ao governo, os digníssimos militares, confrontados com a exigência técnica e política dos cargos, perceberam que talvez tenham ido ao engano ou, pelo menos, sido demasiado afoitos e lá foram dizendo que eram leigos na matéria, embora motivados. Gomes da Costa até chegou a referir-se a um deles (creio que a Mendes Cabeçadas) como «um bom rapaz e que está por tudo». Enfim, para salvadores, as credenciais não eram as melhores. Gostaria de saber se os senhores que tão convictamente pediam o General, se sujeitariam a um espectáculo destes ou se atalhavam logo para a parte do Salazar.



De volta à realidade, entrei na ADDECO e preenchi o formulário de candidatura a um lugar num call center onde não há lugar para estas deambulações.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conforme anunciado...

... a lista de (des)contratação de professores revela um morticínio profissional e um desastre social. Pela minha parte estarei amanhã nas filas do IEFP de Viana esperando poder beneficiar das prestações sociais do desemprego. Um triste espectáculo que tem tanto de angustiante como de perigosamente habitual nesta altura do ano.


P.S. Gostei muito do texto do Renato. Quando tiver mais disponibilidade mental espero comentá-lo. Já agora, o Renato foi colocado. Parabéns.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cinza

Não pude ver o fundamental da audição na comissão parlamentar de educação aos incumbentes do Ministério da Educação mas o que vi foi, digamos, fracote. Perguntas de deputados que pouco ou nada sabem de educação ou de outros que levavam perguntas porventura demasiado específicas, mas pronto...



Ao ver Nuno Crato, a estrela da companhia deste governo, não posso deixar de sentir calafrios. É que, embora louvando-lhe o discurso contra o pedagogismo e a não valorização do saber, não dá para iludir que o homem faz parte de uma comissão liquidatária e pensa o que pensa. Basta ver o que vai acontecer aos contratados no ano lectivo em preparação (atabalhaoada, como há muito não se via). Acusem-me de defender o meu feudo, o meu tacho mas não há ninguém que possa dispensar expectativas legítimas e uma afeição ao seu trabalho. E se é necessário cortar com a despesa corrente (vulgo pessoal), deixo uma sugestão: extinga-se Religião e Moral ou ponha-se a Igreja a pagar os salários dos seus professores. Se se reduziu horas a várias disciplinas ao longo dos tempos sem diminuir a correspondente componente lectiva dos professores e se se extinguiu a Área de Projecto e o Estudo Acompanhado, porquê poupar esta disciplina confessional em Estado laico?






Plúmbeas nuvens pairam sobre nós.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Para sair da crise

 Na pesquisa que eu realizei para procurar os conteúdos digitais do jornal  Público, por engano fui calhar ao dia 8 de Abril de 2011 onde me deparei com esta crónica de Boaventura de Sousa Santos que apesar de ter 3 meses, época em que Portugal se preparava para pedir ajuda externa e o governo estava preste a cair. Apesar da distância temporal pode-se perfeitamente adaptar às contingências actuais.