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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cultura Cívica

em palavras tão duras quanto justas de um grande Professor.

Texto sugerido por Sérgio Vieira.

Parece que o Governo insiste no propósito de liquidar o feriado de 5 de Outubro, no dia que lhe quadra pelo calendário, argumentando que ele pode ser comemorado no domingo seguinte. Que este Governo insista nesta miserável proposta, não é, para nós, motivo de espanto. Quem nos governa é um pobre e descerebrado bando de apátridas, um rebanho tecnocrata e inculto de boçais, um coio de gentalha que nada sabe do País, da sua História, das suas raízes, da sua Verdade essencial e da sua matriz eterna. Por aqui, portanto, nada de novo. Mas o Governo não pode, só por si, levar por diante o seu projecto antipatriótico sem o aval da Presidência da República. O titular desta Suprema Magistratura terá de a confirmar, referendando o dislate governamental. E é aqui que a cena anima. Porquê ? Porque será uma singularidade digna de Molière espreitarmos o actual ocupante do Palácio de Belém no seu miserável acto de referenda. Este PR e todos os demais só ocupam o cargo, só são Presidentes da República, só detêm em si a sacralidade simbólica da suprema representação de Portugal porque , num certo 5 de Outubro de 1910, houve quem se tivesse batido de armas na mão, houve quem tivesse arriscado a vida, a fazenda e a liberdade, para que as Instituições pudessem mudar, dando origem às que hoje se encontram em vigência. Pelo que sabemos do Silva, temos como certo que ele nem pestanejará na concessão da sua concordância. Era exigir-lhe demais, se lhe fosse solicitado um acto de nobreza. Era uma demasia para a sua vileza endógena, para a reles liga somática e anímica de que é feito. Assim, aguardaremos sem expectativa mas com memória justiceira o dia em que o Silva, renegando o património de Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Bernardino Machado, Canto e Castro, Manuel Teixeira Gomes, Mário Soares, Jorge Sampaio e outros (para quem quiser outros evocar), o dia, dizíamos em que o pedinte (é-o, sem dúvida) de Belém, pagar ao Coelho e ao seu Governo o tributo da indignidade, fazendo-lhe a vontade. Não foi por acaso que evocámos Molière. É que foi ele que, através da figura imortal de Monsieur Jourdain, colocou no palco um ser humano que "fazia prosa sem dar por isso". O Silva, no dia em que empunhar a sua canetinha para "fazer o frete" ao Coelho, colocar-se-á exactamente na posição homóloga à de Monsieur Jourdain. Ele será então, de acordo com a sua vocação de sempre, Presidente da República ... sem dar por isso.


Texto de Amadeu Carvalho Homem


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Arroto de Natal

O tipo arrotou. E houve quem se tivesse dado ao trabalho de ouvir. Ainda bem: escreveram isto. E isto.

Textos sugeridos por Sérgio Vieira.

Mensagem do Coveiro aos tontos.

Explicando o que quer dizer com democratização da economia, o primeiro-ministro utilizou a mensagem de Natal para afirmar que quer “colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do país”. E “que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico”. Traduzindo a treta de Natal por miúdos, a “democratização da economia” de Passos Coelho é a concretização do sonho de fazer de cada português um precário sem direito a protecção no desemprego, de nos pôr a trabalhar mais de um mês à borla e subtrair-nos mais de dois salários por ano, de aumentar os impostos e os preços de serviços públicos essenciais como nunca ninguém aumentou, não se importar que isso traga atrás de si encerramentos de empresas em barda, uma aceleração record do desemprego e um recuo histórico do PIB, de vender empresas públicas ao desbarato e pôr-nos a pagar uma renda a quem as compre durante as próximas gerações, desmantelar os nossos serviços públicos para abrir negócios aos privados e, democracia das democracias, manter as grandes fortunas e o sector financeiro à margem de qualquer sacrifício, ao mesmo tempo que insulta quem sacrifica dizendo-nos para nos irmos embora do país e lembrando-nos que vivemos acima das possibilidades de uma riqueza que nunca provámos. Prefiro não escrever mais nada. Sinto-me insultado sempre que este tipo abre aquela boca.

Actualização: na meia hora a seguir a escrever este post, no facebook, recebi mais dois pedidos na aplicação Castle Ville e um noutra palermice do género. Afinal, deve estar tudo bem.

Texto retirado do blogue O país do Burro em 25 de Dezembro de 2011


PROLETARIZAÇÃO, PERDÃO, DEMOCRATIZAÇÃO DA ECONOMIA

O Primeiro-ministro enfatizou duas ideias na comunicação natalícia e de ano novo, 2012 será um ano de mudança e de “democratização da economia”.

Relativamente à mudança não restarão grandes dúvidas face ao que já conhecemos e ao que se espera conhecer. Os aumentos já decididos em vários serviços e bens, os cortes nos apoios sociais envolvendo diferentes áreas, o aumento de impostos, etc., etc., mostram com de facto 2012 vai ser um ano de mudança, na linha, aliás, do muito que na vida de muitas pessoas já aconteceu, cito, só como exemplo, o aumento já verificado e ainda previsto no número de desempregados.

Por outro lado e relativamente à “democratização da economia”, a perspectiva, até de acordo com gente insuspeita, creio podermos esperar é mais provavelmente uma via de proletarização da economia, aliás, o próprio Primeiro-ministro já enunciou que o caminho é o empobrecimento.

Aumento da carga horária sem alteração de vencimento, corte de dois vencimentos em toda a administração e nas pensões e reformas, flexibilização do emprego, abaixamento do tempo e montante dos subsídios de desemprego, entre outras medidas anunciadas ou previstas que assentam, sobretudo no abaixamento dos custos do trabalho como forma de financiar a economia, ao abrigo da incontornável competitividade, conduzirão, é reconhecido pelo próprio governo, a uma fase recessiva grave que não se percebe com sustentará uma “democratização da democracia”.

Provavelmente, ”democratização da economia” quererá dizer que o acesso à pobreza e às dificuldades é mais equitativo, ou seja, franjas como a chamada “classe média” podem agora aceder à pobreza em situações de maior democratização.

A pobreza já não é uma condição só acessível a alguns, agora e em 2012 muitos de nós já vamos poder ser pobres.

Gostava de estar errado.


Texto escrito por Zé Morgado no Blogue Atenta Inquietude. no dia 25 de Dezembro.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Reacções

Zonas de conforto II. Vá bardamerda, ó cabotino!

  http://educar.wordpress.com/2011/12/18/emigra-tu/

Textos sugerido por Sérgio Vieira

Emigra Tu!


E pronto, as contemplações terminam aqui e não há boa impressão pessoal que resista a isto.

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.

Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã, que foi publicada hoje.

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

Caro PM, faça o favor de calar-se ou então, caso não o consiga, deixe a conversa de merd@ apenas para o relvas, os secretários de estado ou os duques que nomeia para grupos de trabalho?

Temos mais ou menos a mesma idade, certamente que aceitará a familiaridade de lhe dizer que entre o seu trajecto e o de muitos professores com a nossa idade, a principal diferença foi a jotice, o agachanço ao padrinho ângelo e o ter aceite abdicar das suas convicções que um dia afirmou serem sociais.

Entre um professor com médio desempenho e um PM desorientado, não há dúvidas quanto a quem escolher. Se não consegue fazer mais do que um qualquer governante do Estado Novo que, perante a incapacidade para gerar riqueza e desenvolvimento, estimula a população (neste caso até qualificada) a emigrar, então é porque está a ocupar o cargo errado e, no seu caso sim, está a mais entre nós.

Bute nisso!

Texto Publicado no Blogue do  Educação no dia 18 de Dezembro


Expulsem-se os professores.

E afundem-se-lhes os barcos, descarrilem-se-lhes os comboios, despistem-se-lhes os carros e expludam-se-lhes os aviões mal saiam!

Texto Publicado na Educação do meu Umbigo no dia 18 de Dezembro de 2011



sábado, 3 de dezembro de 2011

Pérolas a porcos

E será para vender baratinha com elevadas comissões. Pérolas a porcos, de facto...

Notícia  sugerida por Sérgio Vieira.

A TAP foi eleita a melhor companhia área da Europa, entre outras 30 companhias de renome internacional, pela revista norte-americana de turismo "Global Traveler".
O prémio foi atribuído em Beverly Hills, nos Estados Unidos, na oitava gala anual da "Global Traveler" e resulta da sondagem designada "GT Tested Reader Survey" da revista realizada a mais de 36 mil passageiros frequentes e passageiros executivos, que fazem em média 16 viagens internacionais e 16 viagens domésticas por ano.
Em comunicado, a TAP lembra que esta sondagem é considerada no sector como os "óscares de viagens" e explica que os passageiros frequentes e executivos são convidados a nomear "os melhores" em várias categorias na área de viagens e turismo.
Estes passageiros têm um rendimento médio anual de 340 mil dólares e passam uma média de 80 noites em viagens ao estrangeiro e 40 noites em viagens domésticas, sendo que 78% viajam em primeira classe ou classe executiva.
"O concurso está desde logo vedado à participação dos trabalhadores da Global Traveler ou dos membros da indústria de viagens e turismo, que por conseguinte não podem concorrer ao mesmo", sublinha a transportadora aérea portuguesa.
O inquérito foi feito aos leitores da revista, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto de 2011.
A TAP recebeu ainda na mesma noite o prémio de "Melhor vinho tinto servido em Classe Executiva Internacional" pela mesma revista no âmbito do concurso '2011 GT Wines on the Wing'.
Texto escrito no Jornal de Notícias no dia 7 de Dezembro de 2011 na secção de Economia.