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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A necessidade de conhecer os nossos direitos

O ano de 2010 que está prestes a terminar foi celebrado pela União Europeia como sendo o Ano Europeu contra a Pobreza e Exclusão Social. É cada vez mais importante percebermos a realidade que nos rodeia, as desigualdades espaciais e económicas, entender as suas razões e consequências.
A disciplina de Geografia tem o papel de aferir as competências, de acordo com o grau de ensino, ajudando os alunos a interpretar melhor o nosso Mundo, pois considero que a sua boa percepção os poderá tornar cidadãos mais conscientes no futuro.
As desigualdades económicas, sociais e demográficas são cada vez mais evidentes. Na nossa sociedade é cada vez mais difícil triunfar e ter êxito, pois valoriza-se cada vez mais a qualificação, assim como a autoconfiança e a capacidade de arriscar.
O conhecimento dos nossos direitos é por isso cada vez algo indispensável. No dia 10 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos, declaração proferida em 1948 pela ONU. Há várias omissões aos Direitos Humanos em vários países que é necessário alertar, pois todo o ser humano tem os mesmos direitos, devendo por isso ser respeitados em qualquer parte do Mundo.
É um percurso longo, provavelmente não atingível a curto prazo, mas é preciso dar um crescente valor à pessoa humana em detrimento dos interesses económicos, que na maior parte das vezes sobressaem. Em Portugal começam a notar-se cada vez mais casos de pobreza, observam-se que a linha entre a estabilidade e instabilidade é cada vez mais ténue e muito dos direitos fundamentais do Homem são colocados em causa.
A alterações dos valores e princípios é algo cada vez mais urgente, deixar de pensar unicamente em nós e preocuparmo-nos mais com o bem estar dos outros. É importante recuperar um pouco da inter-ajuda que existia num passado próximo. Por isso é com satisfação que devemos assumir a proposta da União Europeia de comemorar o próximo ano de 2011 como sendo o Ano do Voluntariado e da Cidadania Activa. Para que para que a dávida de nós aos outros e a garantia do respeito pelos Direitos Humanos sejam uma realidade.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Nosso Mundo




















O Ano 2010 é o ano Europeu contra a Pobreza e da Exclusão Social… bem já é um começo no entanto e tal como acontece com a Alterações Climáticas este deve ser um problema global e não apenas um problema que na Europa passou a ser a preocupação central de um ano.

Não quero com isto desprestigiar esta iniciativa tomada pela União Europeia, quero com isto dizer que deve ser generalizada a toda a Humanidade e durante um tempo indeterminado, isto é até que os conceitos de pobreza e exclusão social sejam banidos do Nosso dicionário. Pode parecer utopia, provavelmente é, no entanto tentemos amenizar tudo isto através de acções simples que melhorem a situação do nosso planeta e ajudem a resolver um problema de tão grande complexidade.

Como cidadãos temos o dever de melhorar o planeta onde habitamos. Para resolver o problema das Alterações Climáticas há muita informação que podemos ter acesso pela televisão ou pela internet.É cada vez mais urgente evitarmos os desperdícios, é importante promover uma mentalidade onde a reciclagem seja essencial e obrigatória e a utilização de energias renováveis se torne norma. Tudo isto são situações que podemos fazer para tornar o nosso planeta mais saudável, duradouro e onde a qualidade de vida continue a crescer.

No entanto e no que atenta à pobreza e exclusão social a situação não é assim tão linear. As desigualdades, o fosso entre os países ricos e pobres continuam a crescer desmesurada e assustadoramente. É preciso colocar um travão, no entanto a tarefa não se avizinha nada fácil.

A Humanidade evolui em campos opostos, a maior parte dos países do Hemisfério Norte preferiu investir em políticas capitalistas onde o lucro está acima de tudo e muitas vezes as condições de trabalho, os salários, a qualidade de vida dos trabalhadores são em muitos casos deprimentes. Esta situação deu origem a um crescimento muito elevado das economias descurando-se a vertente social.

Por outro lado no Hemisfério Sul, mais concretamente no continente Africano, a maior parte da população vive em condições indignas para o ser humano, na maior parte dos casos estas pessoas não vivem sobrevivem. África um continente tão rico em recursos do subsolo, com paisagens naturais magníficas, permanece num processo de autodestruição quer devido a políticas corruptas onde o júbilo pessoal permanece sobre a subsistência das populações, quer devido a fronteiras mal definidas pelos colonizadores europeus que conduziram à ocorrência de constantes conflitos internos.

Toda esta situação tem-se vindo a agravar com a revolta dos cidadãos que se apercebem das discrepâncias existentes, sentem-se revoltados e impotentes para amenizar a injustiça social que vigora de uma forma cada vez mais evidente.

Todos nós como cidadãos podemos contribuir para redução da pobreza e exclusão social, quer seja de uma forma simples através de doações a instituições de caridade, quer de um modo mais complexo através da participação em organizações da sociedade civil. No entanto e apesar de tudo o mais importante é estarmos cada vez mais atentos e apercebemo-nos do Mundo que nos rodeia, da sua complexidade e envolvência, pois só o conhecendo poderemos ter argumentos para criticar as políticas e agir de uma forma mais consciente e eficiente de modo a amenizar os nossos e os problemas da Humanidade.