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sábado, 2 de abril de 2011

O Presidente da República e o consenso nacional

Conturbados pensamentos envolvem o país numa crise política e social, onde cada um tem uma opinião para a resolução de tão difícil situação económica. Exactamente o oposto do que deveria  ser a realidade. O país precisa de uma união, de um entendimento partidário e ideológico, tendo como objectivo a resolução dos seus problemas.

O Presidente da República, como representante máximo do país deve promover o incentivo à união partidária e não espicaçar a  rebelião popular  e  partidária, com o intuito de provocar uma instabilidade como ocorreu no seu discurso de tomada de posse.

Em situações como as vivida actualmente cabe ao Presidente da  República, o papel de proceder a um entendimento entre os partidos, escolhendo um governo de Salvação Nacional onde serão definidos representante de todas as facções partidárias representadas na Assembleia da República.

Infelizmente a situação foi a dissolução da Assembleia da República e a realização de eleições  antecipadas, no próximo dia 5 de Junho. Espero estar enganado mas antevêem-se períodos conturbados, vai haver o aperto do cinto, e o aumento das politicas austeras. Vamos lá ver se desta vez há a descida do défice e o crescimento económico.
 

sábado, 19 de março de 2011

No Country for Old Men


Passa hoje uma semana da grande manifestação da «Geração à Rasca». Interessante pelo seu carácter inorgânico e desalinhado onde os únicos que destoaram foram os partidos políticos que tentaram colher dividendos, em especial os energúmenos do PNR.

Prometia ser uma manif da youth mas acabou por ser um protesto intergeracional contra os incumbentes do mando político e económico que mancomunadamente nos vão vilipendiando neste austeritarismo.

Como se esperava, os profissionais do comentário, normalmente burgueses instalados ou malta pertencente a uma elite manhosa, trataram de malhar duro nos propósitos e nos participantes da manif, desde mimados a preguiçosos com escala na incapacidade de compreenderem os novos tempos, por sinal brilhantes, segundo parecem dizer...

Por outro lado, os economistas da ortodoxia logo vieram dizer que a responsabilidade do «estado de coisas» deve ser assacada à «geração» rapace do 25 de Abril que pretendeu, de forma gulosa e egoísta, captar os recursos para lhe assegurar um conforto incomportável através da mimetização dos modelos europeus de protecção social e que, de défice em défice, foram transferindo a dívida para a geração seguinte... Dividir para conquistar, pois claro! Novos contra os velhos que foram egoístas e, portanto, abdiquem de qualquer noção de protecção social e de solidadriedade contratualizada intergeracionalmente que o que está na moda é o survival of the fitest e toda a velha tralha spenceriana apresentada como último grito. Uns contra os outros para que outros em nada se incomodem com a construção de uma sociedade mais decente.

Mas esta gente quem pretende enganar, afirmando despudoradamente que os problemas actuais radicam no delírio de que foi uma geração que roubou a outra? Em qualquer país com organização social decente os velhos e os inválidos não são lixo!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Digestões laboriosas

Depois do banquete de austeridade organizado pelos nossos incumbentes e degustado pelos famintos comentadores, confesso-me de pança cheia, a precisar de algo para a azia.