Ontem há noite pedi ao Duarte para ir levar bolo à mãe num prato de plástico.
Ele retorqui e disse para a mãe tem de ser num prato chique e foi buscar um prato mais apresentável de vidro e levo-o à mãe.
Ontem há noite pedi ao Duarte para ir levar bolo à mãe num prato de plástico.
Ele retorqui e disse para a mãe tem de ser num prato chique e foi buscar um prato mais apresentável de vidro e levo-o à mãe.
Hoje fomos aos baloiços.
O Duarte encontrou um colega da turma, o Tiago. Uma feliz coincidência.
A alegria daquelas duas crianças estava transparecida no seu olhar.
O início da brincadeira começou quando o Tiago veio em direção ao Duarte, mostrar-lhe com um ar de vitória os seus diamantes colocados tipo cartucho das castanhas num papel do Totobola. Os diamantes não passavam de umas pequenas pedras que estavam junto aos baloiços. O Tiago estava feliz e o Duarte mesmo percebendo de onde tinham vindo os diamantes não ligou muito à fantasia do Tiago.
Nos baloiços não havia mais ninguém e o Tiago e o Duarte estiveram os dois em amena cavaqueira enquanto se divertiam.
As conversas foram múltiplas, passando pelas piscinas que cada um tinha, até aos jogos de computador, nintendo até à queda nos baloiços da colega de turma Camila que a levou ao hospital
A mãe há hora de jantar enquanto falava com os pais disse:
Sabem o Duarte pinto mesmo bem as beringelas, ele que pinta tão mal que até fiquei admirada.
Depois do comentário sobre a pintura ele referiu à mãe uma confidência que ele disse à professora:
O meu primo Antonino tem lá muitas beringelas
Hoje antes de adormecer o Duarte disse à mãe
Hoje tive que pintar com verde escuro e verde claro, mas só tinha um verde, sabes o que fiz mãe?
Não filho diz por favor.
Para pintar o verde escuro carreguei mais e para pintar o verde claro carreguei menos.
A mãe fez o sinal a dizer que ele tinha sido um espertalhão
O Duarte continuou a conversa
A Pilar tinha mas não me emprestou.
Ser pai?
Ser pai não é fácil!
Ser pai, é amar a sofrer,
é sofrer a amar.
É todos os dias querer,
ver um sorriso no seu olhar.
É ajudá-los a sonhar,
com a alegria de viver.
E saber amparar,
e todos os dias proteger.
É sentir-se pequenino,
e às vezes com dor.
É sentir-se desorientado,
por tão grande amor.
É dar carinho, colo e amor,
e ralhar, quando assim tem de ser.
É não questionar o valor,
desta amizade a valer.
Ser pai, é ter um aperto no coração,
por ter medo de o ver sofrer.
É saber que só esta paixão,
nos faz renascer.
Ser pai, não se nasce a saber!
Ser pai, aprende-se a ser!
Escrito por João Mulas
Os jogos de badmington na parte de trás do prédio tornaram-se hábitos nos meses de verão e início de outono.
Este fim de semana fomos a Buarcos à praia.
A água estava ótima assim a temperatura ambiente: O Duarte adorou e o difícil foi a hora da despedida, vamos ver se conseguimos ir mais vezes neste outono atipicamente quente.
Na terça feira, um dos dias que a mãe foi buscar o Duarte, as funcionárias que ficaram na escolas disseram à Cecília que ela não poderia ir buscar o Duarte às 16h quando este sai às 15h30
As funcionárias disseram que não se responsabilizavam pelos meninos que não ficavam para as AEC
O Duarte nesse dia chegou a chorar junto da mãe, pois disse que tinha dito às funcionárias que não tinha AEC's e elas disseram o contrário.
O Duarte estava nervoso pois elas disseram-lhe que ele estava a mentir, sentiu-se revoltado e chorou.
O Duarte começou desta forma a sua reflexão:
Mãe os meninos por vezes ficam de castigo e não vão ao intervalo.
Eles estão-se a portar mal, a professora faz o registo no caderno e a partir daí eles portam-se bem. Não acho justo que eles são castigados pois foram avisados e depois portam-se bem.
Não achas que tenho razão mãe?
A mãe retorqui:
A mãe respondeu: "Sim percebo a tua opinião"
-Eles ficam lá muito tempo no intervalo?
O Duarte continuo o diálogo:
Duarte- "Ficam lá 1 hora"
Cecília- "Mas o intervalo não é 30 minuto?"
Duarte -"Ficam lá 30 minutos, 20 minutos, ou 5minutos".
-Bem o Duarte não tem a noção do tempo, ele sabe que eles ficam lá no intervalo e não concorda
Pronto está dito
Na escola já se percebe que há alunos que se aproveitam da bondade dos outros. O Afonso é um menino que tem dificuldades de aprendizagem e o seu comportamento é mais irrequieto, por vezes é o elo mais fraco e é colocado fora da sala.
A mãe perguntou ao Duarte, para onde é que ele vai?
O Duarte respondeu, sei lá vai para uma sala fazer trabalhos.
Sabes mãe uma vez o Afonso uma vez deixou cair as aparas do lápis e teve lá muito tempo a apanhar o lixo do chão.
A Pilar uma vez também fez isso, deixou cair as aparas dos lápis" e disse ao Afonso para apanhar e este acedeu e apanhou o lixo feito pela Pilar.
Não está correto pois não mãe.
A mãe respondeu" Não está correto, se ela te fizer o mesmo, não apanhes"
Duarte: "Mãe a professora do terceiro ano é muito vaidosa"
Mãe: Então porquê?
Duarte: Ela pinta os lábios
As conversas do Duarte sobre o refeitório foram imensas, cá vai mais uma.:
Duarte: "Mãe quando estou no refeitório há sempre imenso barulho, até quando são só 4 ou 5 crianças"
"As funcionárias vão lá e começam aos gritos"
Mãe: "Elas dizem calem-se meninos "
Duarte: O Duarte expressou que elas vinham com um respirar mais ofegante e contam até três
Mãe: E os meninos calam-se quando elas dizem isso?
Duarte Sim calam-se
Mãe: Ainda bem respeitam.
Mãe olha eu quando estou no refeitório não abro a minha boca para falar, só para comer. As funcionárias dizem que têm um caderno onde escrevem quem se porta mal.
Mãe eu não quero ser castigado
Ao jantar a mãe questionou o Duarte " Na escola bebes a sopa?". O Duarte de uma forma repentina disse " Quando eu estava a almoçar as funcionárias disseram, aqui não se bebe a sopa. A partir daí nunca mais bebi a sopa." A mãe continuou a conversa e perguntou " Em Travanca bebias a sopa?. "Sim mãe em Travanca bebia a sopa e não me diziam nada" respondeu o Duarte. Ooohh mas em Travanca a sopa era passada disse a mãe. O Duarte retorqui mencionando que em Travanca a sopa era igual à da escola de Oliveira.
Bem Duarte sendo assim tens de respeitar o que te dizem.
Mãe eu depois de me dizerem que aqui não se bebe a sopa, eu nunca mais bebi.
Em casa o Duarte ocupa os tempos livres de diversas maneiras. Por vezes as brincadeira são originais e diferentes. O que torna tudo deliciosa é a forma entusiasta com que ele demonstra o êxito do que conquistou que conseguiu inventar uma brincadeira e entreter-se.
Eu fico feliz por ele ter realizado esta brincadeira,
Hoje o Duarte descreveu a forma como brincou no recreio. Achei a brincadeira muito original, passo a descreve-la:
O Duarte com mais três amigos utilizaram um pneu. Três deles estavam em fila e um atirava o pneu a rebolar na direção dos três amigos. Os três amigos que estavam em fila tinham que abrir as pernas e saltar por cima do pneu. Os mais pequenos que não conseguiam saltar por cima do pneu alçavam a perna. O que atirou o pneu tinha de ir a correr para o fim da fila para também ele saltar ou alçar a perna possível do pneu.
Objetivo do jogo todos passarem por cima dos pneus.
Enquanto adormecia o Duarte ontem tivemos uma conversa antes deste adormecer. O Duarte com um ar muito sério disse: "pai eu hoje devia ter ido de castigo e não fui". Eu perguntei "Então porquê filho?" ao que o Duarte respondeu "a professora que quem não tivesse acabado os trabalhos no caderno perdia uns minutos do intervalo". Eu continuei a conversa e perguntei " Ficou alguém no intervalo na sala por não ter cumprido as tarefas pedidas pela professora?". O "Duarte disse " sim ficaram alguns".
Eu acabei por lhe dizer que o que ele fez é acertado e reconhecer quando não conseguimos cumprir as nossas tarefas. Lembrei-o que cada um tem o seu ritmo de aprendizagem e que o importante é não estar distraído enquanto a professora explica.
O meu filho vai no bom caminho.
Hoje à noite numa conversa na casa de banho. O Duarte tem muito o hábito de ir à casa de banho durante o jantar. Hoje saiu-se com esta, "mãe o peixe que hoje comemos estava encaixado." "Encaixado?", perguntou a mãe. O Duarte disse "mãe o peixe que nós comemos estava dentro de uma caixa por isso estava encaixado". A Mãe sorriu e disse que o peixe estava dentro de uma lata, por isso estava enlatado.
A língua portuguesa é muito traiçoeira.
Este fim de semana fomos ao Luso e desfrutámos de mais um aniversário das Invasões Francesas aquando da sua passagem pelo Bussaco.
No Sábado fomos ver um teatro onde foi contracenado um episódio que narrou as vivências do povo do Bussaco aquando das Invasões Francesas. O Teatro começou com um ator aos gritos mencionando que vinham lá os franceses. O Duarte assustou-se dado o aparato inicial da cena.
O teatro consistiu na fala de várias mulheres onde estas expressavam os seus medos, mas também a cobardia do rei que persentindo a chegada dos franceses fugiu para o Brasil.
No Domingo à tarde fomos assistir a uma atuação mágica na tenda dos saltimbancos. O Duarte adorou e até ajudou na realização de uma magia. Depois da magia indiquei ao Duarte que este podia ir ao insuflável ao que este saltando de entusiasmo foi a correr até ele, Ele subiu e desceu várias vezes o escorrega insuflável.
O Domingo à tarde terminou com a audição do espetáculo dos cavaquinhos.
E assim se passou o fim de semana.
Nesta fase do ano letivo ainda me custa aguentar o ritmos frenético das aulas. Nós começamos às 9:00 e faz-nos falta um intervalo mais prolongado. Hoje entrei às 9:00 e só terminei às 13:30 com intervalos de apenas 5 e 10 minutos entre as aulas. Faz-me falta um intervalo de 20 minutos a meio da manhã como acontecia o ano letivo passado. Enfim não se pode ter tudo, o ano passado entrava às 8:20 e este ano entro às 9:00.
Este ano letivo tenho a sensação estranha de estar perto de casa e a maior parte dos meios colegas morar a uma distância superior à minha. Ainda me estou a habituar a esta realidade.